Segue aí mais uma indicação do Pluralina! A banda mineira Transmissor acaba de lançar seu segundo álbum, o Nacional. Depois do sucesso do Sociedade do Crivo Mútuo, de 2008, os mineiros divulgam agora esse trabalho de sonoridade vintage, antiga, brincando com guitarras e pedais dos anos 60 e intercalando vocal masculino, de Thiago Corrêa, e feminino, de Jennifer Souza! Os temas mais focados nas canções são Saudades e Despedidas.Pluralina
6 de setembro de 2011
E o vazio que me dá....
Segue aí mais uma indicação do Pluralina! A banda mineira Transmissor acaba de lançar seu segundo álbum, o Nacional. Depois do sucesso do Sociedade do Crivo Mútuo, de 2008, os mineiros divulgam agora esse trabalho de sonoridade vintage, antiga, brincando com guitarras e pedais dos anos 60 e intercalando vocal masculino, de Thiago Corrêa, e feminino, de Jennifer Souza! Os temas mais focados nas canções são Saudades e Despedidas.31 de dezembro de 2010
Humpty Dumpty
Caixa de Pandora/ Panaceia
11 de outubro de 2010
Some aWesome mUsic
SWU! Festival que nos últimos tempos ganhou rapidamente uma fama absurda! Lembro dos primeiros rumores! Ninguém sabia de nada direito. ‘Ah, vai ser um Woodstock brasileiro’... ‘Kings of Leon? De forma alguma’. ‘Regina Spektor? Nunca. ‘. ‘Combinar sustentabilidade com rock’n roll ? Acho que nem...’
Mas não é que deu certo? Taí! O Festival ocorreu, foi um evento gigantesco, de repercussão surpreendente e...vim aqui contar um pouco de como foi a minha experiência no dia 10/10/10:
Cheguei por volta das 17h. A entrada foi até que bem tranqüila. Já no estacionamento começavam as iniciativas sustentáveis ou lucrativas (pick one!): 3 pessoas no carro = R$ 100,00. Com 4 pessoas já baixava pra R$ 50,00! A tal Fazenda Maeda era um local bem bacana, rodeado de eucaliptos, com um ar meio exótico, europeu.
Depois de estacionar, tínhamos até a entrada principal uma caminhada de Compostela através de uma estradinha de terra no meio do absoluto nada. Interessantíssimo! E um frio, mas um frio. Calma! Ainda tinha um solzinho, era fim de tarde. Depois piora.
Na entrada checaram as bolsas e corpos . E, enfim, aí está o SWU. Um campo gi-gan-tes-co. Depois das catracas dávamos de cara com uma torre feita de latinhas e garrafas da Heineken e uma roda gigante movida a pedaladas. Havia também por perto um labirinto de lixo reciclável e uma escultura em forma de árvore bem engraçadinha.
Mais pra frente avistávamos o Palco Oi Novo Som e um traillerzinho da Oi que ficava transmitindo informações pela rádio dali. Impressionante como essa Oi FM cresceu e agora é idolatrada no âmbito cult, alternativo. Merecido, merecido.
Ah...falando em cult e alternativo: ou a galera entrou no clima do evento ou a galera pagou de alternativo ou o evento conseguiu reunir aqueles que exalam um estilo semelhante. Haja camisa listrada, quadriculada e colorida, viu! Era uniforme, traje obrigatório! Consegui ver 45689083 estampas diferentes. Mas, pra quem gosta, era não mais que perfeito. Sentir que todo aquele povo ali a sua volta curte o mesmo que você...sei lá! É muito bom...
Voltando. Continuando a caminhada pela imensidão via-se do lado do Palco Oi Novo Som a tenda Heineken onde tocava eletrônico. E continuando, agora em um círculo, havia os dois palcos maiores : Ar e Água onde se apresentavam as principais bandas.
Quando cheguei estava já no finalzinho do show do Capital Inicial. E eles até que mandaram bem no repertório, valorizaram um pouco as músicas mais antigas, do Aborto Elétrico, como Veraneio Vascaína e Fátima. Inteligentes! E Dinho Ouro Preto interagiu ainda em ‘Que País Ainda’ fazendo um protesto contra candidatos que ainda discutiam temas medievais nessas eleições (!).
Enfim...depois veio o Sublime With Rome. Confesso que não conhecia muito da banda não, mas tava até que gostoso escutar as batidas empolgantes e dançar ‘flutuando’. ‘Santeria’ foi, inevitavelmente, o ápice do show.
E o melhor ainda estava por vir. Eu, particularmente, estava muito mais sedenta pela Regina do que pelo Kings. E então chegou a vez dela: a russa erradicada nos EUA e nada menos que belíssima e fofíssima Regina Spektor. Nossa! Ela parecia tão pequena no meio daquela estrutura gigantesca. E olha que eu nem estava tão longe do palco, não. Mas aquilo tudo ali não combinava com a sua delicadeza e suavidade. E foi assim durante todo o show, como se ela fosse uma estranha ali no ninho. Ainda deixou-se a desejar em questão da altura do som: baixo demais.
Ela, em si, foi impecável. Uma graça, mesmo! Tentou interagir com alguns ‘obrigada’ e muitos sorrisos nos finais das canções. ‘Après Moi’, ‘Eet’, ‘On the Radio’, ‘That Time’ e ‘Fidelity’ foram as que mais empolgaram a plateia, que claramente não conhecia muito bem o repertório da cantora. Muitos só esperavam por aquela do ‘And it breaks my hea- ah –ah – ah –ah –art’. Eu, particularmente, gostei muito de ouvir ‘Dance Anthem...’ e principalmente ‘Us’. Só lamentei a ausência de ‘One More Time With Feeling’. Mas enfim...Regina fez bonito, fez sua parte! E só ela já valia o ingresso para mim, apesar de ainda achar que era o show certo para o local errado, de fato.
Saímos então correndo em direção ao outro palco para já garantir um lugarzinho para o show do Kings. Que bom que a maioria teve essa mesma idéia e quando chegamos lá já estava bem difícil de se infiltrar naquele mundo de gente. Pelo menos lá no meio estava quentinho, amenizando um pouco o desconforto proveniente daquele frio absurdo! Era impressionante mesmo. Já viram uma marcha de pingüins? Era exatamente isso que aquele amontoado de pessoas tremulando parecia! = )
Teve ainda o show da Joss Stone, que foi fantástica no quesito carisma e também tocou um som agradável, gostoso de ouvir. E depois veio a Dave Matthews Band, que contou com o apoio de uma ótima sonoridade, porque até eu que estava do outro lado do outro palco consegui escutar a brilhante apresentação e combinação perfeita dos mais fiversos instrumentos. Palmas, palmas, palmas!
Enquanto a multidão esperava ansiosamente pelo Kings of Leon e observava a estrutura própria, cheia de holofotes móveis, montada no Palco, ainda me aparece um indivíduo que vem-nos dizer que ‘Estamos em guerra! Em breve todos vocês que estão aqui hoje estarão em uma fila indiana atrás de um copo de água!’ Ok, ok, o Festival é de Sustentabilidade, nada contra as vinhetas do Jornal Nacional com desastres ambientais etc, mas peraí! O teor do discurso do cara foi inoportuno, agressivo demais e não combinava com o clima em que todos estavam no momento ali. Por isso, não demorou a ecoar o ‘Ei SWU, vai tomar no c*’.
Enfim....e que venha o Kings.
O show começou com ‘Crawl’ e depois a ótima ’ Molly’s Chambers’. Após umas 5 músicas já se via o desânimo da plateia. Aí que está! Muitos estavam ali esperando 1 música! Não preciso nem dizer qual é. E a banda não foi lá muito carismática também (e não que precise ser). Só sei que eu só tinha uma coisa, uma relevante coisa a perguntar: Por que diabos o som estava tão baixo???????? Meu Deus, não é tão difícil assim! Sei que há milhões de coisas com que se preocupar, como os tantos holofotes enferrujados com as luzes amarelas queimadas, criando um ambiente vintage. Mas de que adianta tudo isso se o som está baixo???? E o tipo de música do Kings ainda exige esse alto volume para não perder a qualidade. Da forma que estava, tudo parecia um chiado só. Poxa...a MÚSICA, por favor, é o mais importante!
Voltando...só sei que não havia um público devoto. Ou melhor, a devoção só se criou na hora de Use Somebody. E olha lá, em um coro contido.
As minhas partes preferidas foram ‘The Bucket’, ‘Sex On Fire’ , ‘Be Somebody’ e ‘Slow Night so Long’. Faltou , e faltou mesmo , ‘King of the Rodeo’.
E quando o show terminou a massa foi anormalmente embora sem reclamar.
No caminho de volta ao estacionamento (Catracas, Compostela etc) o frio era cortante. Sentia meu lábio rachar inteiro e tive de cobrir as orelhas para conter o vento gelado.
E chegando no carro: Ufa! Iríamos, cansados porém majoritariamente satisfeitos, para casa. Que nada! Pasmem: Mais 2h30 na fila de carros até a rodovia. Tava tudo muito organizado e dando certo para ser verdade! Paciência, paciência...
E uma avaliação final: Sim, mesmo com algumas críticas, valeu muito a pena. Fazer parte de um evento desses é uma experiência realmente incrível. Só de estar lá, na presença daqueles que cantam o que você repete e repete nos fones de ouvido, canções que te acompanharam por diversos momentos, que potencializaram, mudaram, influenciaram suas emoções...Sentir aquilo tudo vibrando bem abaixo dos seus pés: é música, é arte, é vida.
E que tenham ainda muitos e muitos SWU’s pela frente. E quem sabe no futuro, no septuagésimo SWU, poderemos olhar pra trás e dizer: ‘Sabe o Primeiro??? Pois é! Eu estava lá!’
6 de setembro de 2010
Passatempos
- Centro de São Paulo
- Rooftop do Four Seasons, Mumbai
- Havana, Cuba
- Marina Bay Sands Sky Park , Cingapura
- Grécia
- Café em Paris
29 de agosto de 2010
26 de agosto de 2010
Attention, please!
