
Pra quem ainda não assistiu A Origem (Inception) : Assista logo! Não perca a oportunidade de vê-lo no cinema. Depois volte ao Pluralina, continue a ler esse texto e compartilhe sua opinião.
Se você já teve esse prazer...pode continuar!
Não vou ficar contando aqui a mera sinopse do filme de Nolan, porque isso vocês acham em qualquer site de cinema, vendo o trailer - ou não, porque os trailers de hoje mais confundem do que esclarescem algo sobre os enredos em si. Mas enfim. Vou ser bem parcial dessa vez.
O filme é imperdível e traz algo de criatividade ao cinema atual. Ok, à princípio, uma reflexão sobre sonho e realidade parece um clichê. No entanto, a maneira como a discussão é desenvolvida acaba surpreendendo e trazendo à tona outras faces da moeda.
Os efeitos especiais não são tão exagerados e recorrentes chegando a cansar, mas também impressionam em alguns trechos, como por exemplo na luta sem gravidade e o mecanismo do elevador usado para driblar esse impasse, na hora de receber o denominado 'chute'.
Outro aspecto muito interessante também é a trilha sonora, contundente e alinhada, atuando não em papel coadjuvante ou complementar, mas sim, com uma função central e determinante.
Não gostei muito, apenas, da atuação da Ellen Page, apesar de admirar o último trabalho da atriz, que, possivelmente, rotulou sua carreira. Achei que o personagem não foi criado para ela em si, resultando numa certa incompatibilidade.
Agora o que mais impressiona, sem dúvidas, é o final, que, ao invés de apenas um desfecho, dá início a uma brilhante reflexão. A primeira pergunta que todos provavelmente fazem a si mesmos é: teria Cobb (DiCaprio) realmente voltado a seus filhos ou teria ele permanecido em alguma dimensão do sonho? Eu, particularmente, fico com a segunda opção, pois a última imagem do filme é clara: o peão não pára de girar, girar e girar, um claro indicativo de que tudo não se passava de um sonho, com projeções e lembranças. E não vejo isso como algo ruim. Cobb conseguiu, de qualquer forma, aquilo que mais desejava: voltar a ver o rosto de seus filhos. E isso pode ter sido possível depois de ele enfrentar a culpa de ter implantado uma ideia suicida na cabeça de sua mulher: 'Isso não é real'. Uma simples ideia, com consequências que ultrapassaram as barreiras entre o estado onírico e a realidade.
É instigante pensar também no que nossa mente faz enquanto dormimos...
Aliás, quando será que estamos, de fato, acordados?
Recomendo o filme. É para ser visto 1, 2, 3 vezes, descobrindo cada vez algo a mais.
Admiro teu trabalho de difusão e incentivo à cultura, querida. É algo raro hoje em dia. Me senti contemplado por suas palavras, não quanto ao filme, que não vi, mas quanto ao tom que elas assumem. Você me passou uma noção de "podemos fazer mais" inexplicavelmente boa.
ResponderEliminarAdmiro, repito, o teu trabalho. Continuarei te seguindo, e comentando, sempre que eu puder.
Parabéns!
Um beijão,
Pier
"E não vejo isso como algo ruim" - soa para mim como "a ignorância é uma benção". E eu concordo.
ResponderEliminarE a última imagem do filme é clara? Discordo! Eu acho que o peão cai sim (...digo, irá cair). Pois na cena ele dá umas osciladas, e se fosse para ser dentro do sonho, acho que o movimento seria mais "perfeito". Vai saber ;)
ResponderEliminarSerá? Pode ser....li em uma revista que se você esperasse até depois dos créditos, havia um barulho de peão caindo mesmo! Interessantíssimo! Quero ver pra comprovar ainda...e aí quem sabe eu tenha uma opinião distinta.
ResponderEliminarO único ponto fraco do filme foi não apontar nenhum ponto simbólico presente nos sonhos, mas quanto a isso o autor disse ter sido intencional, o filme foi feito para um grande público e não cabia trabalhar questões mais específicas.
ResponderEliminarNão é um filme que vai mudar nossas vidas, mas um filme de ação inteligente, com boas sacadas e bem complexo como há muito não se via.
Gostei muito de ter assistido, saí do cinema com o filme ainda forte na cabeça, como deve ter sido com a maioria das pessoas que assistiram e gostaram do filme.
E quanto ao final, achei uma bela sacada. O filme explora muito a questão da confusão de se estar dormindo ou acordado, o mundo real e o mundo criado pelo nosso inconsciente, nada mais pertinente do que terminar o filme jogando essa dúvida para o público, gerar a questão de o final ser real ou um sonho. Além disso, dá a possibilidade de cada um entender como quiser o final, evitando desagrados que com certeza existiriam se optasse por uma resposta certa.
ResponderEliminarEu acho que ele volta para a realidade sim! Assisti o filme com um amigo que já tinha visto o filme na semana anterior. As crianças estão com as mesmas roupas, mas os sapatos seriam diferentes. Esse meu amigo viu essa teoria em um dos milhares de sites que estão disponibilizando reflexões e teorias sobre o filme. Naturalmente que eu não percebi essa mudança de sapato, teria que assistir o filme mais uma vez. Mas cai entre nós, as pessoas costumam repetir roupas, ou não? O que mais me impressionou foi o roteiro em si, ele é brilhante! Também acho que a representação da "garota juno" deixou a desejar. Não se pode ter tudo né?
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